Entenda como a falta de troco pode gerar um impacto negativo na economia

Diariamente, apesar da utilização cada vez mais comum dos cartões, muitas pessoas ainda optam por usar dinheiro em espécie para pagar suas contas. E aí surge o velho problema da falta de troco. É uma situação tão comum, que dificilmente paramos para pensar no impacto que ela pode ter na economia. Sai prejudicado o consumidor, que repetidamente joga fora seu dinheiro, mas também o comerciante, que muitas vezes acaba recebendo um valor menor do que o devido para não perder a venda.

Os problemas causados pela falta de troco

O mundo está sempre se transformando e, com ele, nossos hábitos. Uma das principais mudanças em curso durante os últimos anos foi na forma como utilizamos o nosso dinheiro. Os cartões, impulsionados pelo comércio eletrônico, são cada vez mais comuns. E, recentemente, surgiram ainda as moedas virtuais.

Segundo dados do Banco Central, em 2010, 67% das transações eram realizadas em dinheiro vivo, ao passo que em 2013 esta taxa caiu para 57%. Porém, mesmo com a queda, o estudo ainda mostra que, para gastos indispensáveis e regulares, como compras pequenas no mercado, contas de água, luz e aluguel, o brasileiro prefere pagar com papel moeda.

Por isso, a falta de troco ainda pode ser considerada um problema grave para a economia. E existem duas principais causas que explicam essa realidade. A primeira tem a ver com o hábito de não utilizar moedas, fruto de um período de grande inflação, em que elas perdiam facilmente o valor. Com isso, passou a ser comum as pessoas terem cofrinhos cheios de moedas em casa. Elas ficam lá, guardadas, até que um dia são finalmente trocadas ou se perdem.

Pode parecer loucura, mas, no Brasil, um terço das moedas emitidas são tiradas de circulação por causa de nosso mau hábito. Em média, cada brasileiro tem 27 moedas guardadas ou esquecidas. Isso representa mais ou menos R$ 508 milhões perdidos em cofrinhos, nos sofás, bolsos de calça e outros lugares improváveis. O que pouca gente sabe é que o custo de produção das moedas é maior do que o das cédulas. Repor esta quantia custaria aos cofres públicos cerca de R$ 1,1 bilhão.

A segunda causa é a obrigação legal de a empresa baixar preço diante da falta de troco. Isso afeta diretamente o comércio, pois, de pouco em pouco, a conta a pagar cresce e o prejuízo bate na porta.

Em grande parte, isso tem ligação com os preços fracionados. Se um determinado produto custa R$ 0,99 centavos e o consumidor resolver cobrar o direito de receber o troco, o comerciante será obrigado a devolver R$ 0,05 centavos. Em uma conta simples, temos, nesse caso, R$ 0,04 centavos de prejuízo em cada venda.

Claro que essa é uma estratégia das empresas, amplamente utilizada. Mas se isso não for feito com planejamento e cuidado, o resultado pode ser a perda de recursos preciosos para o caixa do negócio.

Um exemplo que ilustra bastante o problema da falta de moedas e trocados é o Metrô da cidade de São Paulo. Em 2016, a empresa deixou de arrecadar cerca de R$ 6 milhões devido a descontos na tarifa por falta de moedas para troco nas bilheterias. Isso significou uma perda de RS 20 mil por dia, o que representa 0,4% da arrecadação com venda de bilhetes.

Troco Simples

Sabemos que nem todo mundo possui cartões de crédito ou débito, muito menos moedas virtuais. E mesmo aqueles que possuem, não utilizam para todos os gastos. Então, para ajudar quem utiliza cédulas, criamos o aplicativo Troco Simples, que faz o troco render dinheiro e evita prejuízos para a sociedade.

Além de ser fácil de usar e concentrar o troco em um único lugar, o aplicativo permite que o consumidor lucre e receba ainda muitas outras vantagens, seja como cliente, seja como estabelecimento. O Troco Simples está disponível na Apple Store e no Google Play gratuitamente. Assim que realizar o download e configurar sua conta, seu saldo estará pronto para ser utilizado.

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